Sábado, 31 de Outubro de 2020

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Fintechs lideram ranking de chaves Pix cadastradas

15/10/2020 - Economia

Dentre as 33,8 milhões de chaves Pix já cadastradas, mais da metade está concentrada em três fintechs, o Nubank, Mercado Pago e PagSeguro. As três lideram o ranking divulgado pelo Banco Central (BC) nesta quarta-feira.

O período de cadastramento começou na segunda-feira, dia 5 de outubro, e desde então foram 17,1 milhões de chaves registradas pelas três instituições, sendo 8,1 milhões do Nubank, de longe quem mais cadastrou neste primeiro momento. Outras 4,7 milhões de chaves foram cadastradas pelo MercadoPago e 4,3 milhões no PagSeguro.

Os cinco grandes bancos, que concentram boa parte do mercado financeiro do país, ficam logo atrás. O Bradesco é a quarta instituição que mais registrou chaves, com 3,7 milhões, seguida da Caixa, com 2,5 milhões, do Banco do Brasil, com 2,1 milhões, Itaú, 1,8 milhões e, por fim, o Santander, com 1,6 milhões de chaves.

Logo depois, outras quatro fintechs. O PicPay cadastrou 1,1 milhões de chaves, seguido do banco Inter, com 890 mil chaves, Original, com 523 mil e o C6 bank, que fez 335 mil cadastros.

O correntista pode fazer o cadastro quando achar melhor, mesmo após o lançamento do Pix, marcado para dia 16 de novembro. Essa é apenas a segunda semana em que os registros estão disponíveis. A chave não será necessária para fazer transações no Pix, mas o BC recomenda porque deve agilizar e facilitar o uso do novo sistema.

A “chave Pix” funciona como a identificação do usuário dentro do sistema. Atualmente, no caso do TED, são exigidos dados como agência, conta, CPF e nome do beneficiário. O Pix pede apenas uma das seguintes informações: CPF ou CNPJ, e-mail, número de celular ou chave aleatória alfanumérica.

Cada pessoa física pode ter até cinco chaves por conta da qual for titular. Já uma pessoa jurídica, tem o limite de 20 chaves.

É um meio de pagamentos criado pelo Banco Central que permitirá transferências e pagamentos instantâneos 24 horas por dia e sete dias por semana. A promessa é que o novo seviço seja mais simples que os atuais TED e DOC. O Pix só vai começar a funcionar no dia 16 de novembro, mas o cadastramento das chamadas chaves já começou.

A chave é um meio de identificar a conta do usuário. Há quatro tipos: CPF ou CNPJ, e-mail, número de celular e uma chave de segurança aleatória de números e letras. Na hora de fazer transferência, em vez de o usuário ter que informar nome, CPF, número da conta e da agência, como é feito atualmente, basta colocar a chave Pix.

Qualquer pessoa ou empresa que tenha uma conta corrente, conta de depósito ou conta de pagamento pré-paga. Para transferências entre pessoas físicas e pagamento de pessoas físicas para empresas, o Pix será gratuito. Para MEIs, venda com finalidade comercial poderá ser tarifada.

O registro será feito pelo site ou app da instituição onde o cliente tem conta. É preciso confirmar a posse da chave e vinculá-la à conta do Pix. Por exemplo, no caso do uso do e-mail ou do celular como chave, o usuário receberá um código por SMS ou por e-mail que deverá ser inserido no app para confirmar a identificação.

Pessoas físicas podem ter cinco chaves para cada conta da qual sejam titulares. Para empresas, o limite é de 20 chaves por conta. O cadastramento de chave promete facilidade e rapidez no uso diário do Pix, mas não é obrigatório.

O Pix vai aparecer no aplicativo do banco ou da fintech, ao lado do TED e do DOC. Ao selecionar a opção, quem estiver usando o serviço poderá digitar uma identificação de quem vai receber o dinheiro, a chave Pix (CPF, e-mail ou telefone celular). Quem for enviar recursos, coloca o montante a ser transferido e aprova a transação. Quem recebe pode gerar um QR code e enviá-lo ao pagador..

Para fazer compras, o Pix também poderá ser usado via QR Code. O consumidor abre o aplicativo do banco ou da fintech, seleciona a opção Pix e direciona a câmera do celular para o QR Code disponibilizado pelo estabelecimento comercial, que também pode, assim como em transferências, informar sua chave Pix

O Pix estará disponível em qualquer plataforma que a instituição financeira escolher. No entanto, o BC espera que o celular seja o canal mais usado. Em um primeiro momento, será necessário ter acesso à internet, mas o BC prevê que um serviço off-line esteja disponível em 2021.

As informações pessoais são protegidas pelo sigilo bancário e as medidas de segurança já adotadas pelas instituições financeiras em TEDs e DOCs serão utilizadas no Pix. Em caso de erro em uma transação, valem as regras atuais. Se ocorrer o envio de um valor errado, será necessário negociar com o recebedor para que o montante seja devolvido.

O Banco Central vai prover a infraestrutura do Pix, uma base de dados centralizada com os dados das contas dos recebedores. Dessa maneira, os participantes do sistema de pagamento poderão aproveitar a infraestrutura única para acelerar o processo de transferência e pagamento

Confira as 20 instituições com mais chaves cadastradas:

1 - Nubank (8,1 milhões)

2 - Mercado Pago (4,7 milhões)

3 - PagSeguro (4,3 milhões)

4 - Bradesco (3,7 milhões)

5 - Caixa (2,5 milhões)

6 - Banco do Brasil (2,1 milhões)

7 - Itaú (1,8 milhões)

8 - Santander (1,6 milhões)

9 - PicPay (1,1 milhões)

10 - Inter (889 mil)

11 - Original (524 mil)

12 - C6 (336 mil)

13 - Banrisul (200 mil)

14 - Itaucard (131 mil)

15 - Bmg (110 mil)

16 - Pan (93 mil)

17 - SumUp (86 mil)

18 - Digio (50 mil)

19 - Agibank (46 mil)

20 - Safra (46 mil)

https://www.sinfacsp.com.br/noticia/fintechs-lideram-ranking-de-chaves-pix-cadastradas-o-globo

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