
A fintech Kanastra fechou a aquisição de 100% da gestora Tercon, especializada em FIDCs multicedentes-multisacados. Com a operação, a empresa salta de R$ 36 bilhões para cerca de R$ 60 bilhões em ativos sob serviços e assume a liderança em número de FIDCs administrados no Brasil, com 323 fundos e 8,1% de market share.
O que a Tercon agrega
A Tercon opera há 20 anos no mercado de FIDCs e tem presença em 18 estados brasileiros, com foco em fundos multicedentes-multisacados. Manuel Netto, cofundador da Kanastra, disse que a gestora complementa a vertical de gestão do grupo. “Temos uma estrutura de serviços e tecnologia para fundos e securitização. Já tínhamos gestão, administração, emissão de securitização e banking as a service”, afirmou.
Lucas Campos, sócio e diretor de receita, disse que a operação da Tercon será mantida: estrutura de time, política comercial e relação com prestadores de serviços seguem como estão. O diferencial, segundo ele, será a camada de tecnologia inserida na operação. Luiz Fernando Vasconcelos, sócio-fundador da Tercon, confirmou que a transação é a evolução de uma parceria construída ao longo dos anos.
O contexto do mercado de FIDCs
O mercado de FIDCs cresceu 122% em 2025 e vem mantendo ritmo de expansão de 30% ao ano, segundo a própria Kanastra. A Resolução CVM 175 trouxe governança mais clara para gestores e a obrigatoriedade do registro de ativos, junto com a novidade da duplicata escritural, amplia o universo de oportunidades.
A Kanastra captou R$ 170 milhões em rodada série B em outubro de 2025, liderada por F-Prime (braço de venture capital da Fidelity) e IFC (ligado ao Banco Mundial). Meses antes, em fevereiro, já havia recebido investimentos de Citi e Itaú. A empresa, fundada em janeiro de 2022, praticamente dobra de tamanho a cada ano e espera manter esse ritmo.
O que observar
A consolidação de infraestrutura para FIDCs acontece num momento em que o setor atrai capital em velocidade inédita. Em entrevista ao podcast Let’s Money, especialistas do setor alertaram que a alta liquidez obriga gestoras a girar carteira mesmo quando não há ativos bons disponíveis. A tese de que tecnologia resolve o backoffice é válida, mas vale acompanhar se plataformas integradas verticalmente conseguem manter controles de risco proporcionais ao ritmo de crescimento.
A pergunta que fica é operacional: com centenas de FIDCs sob gestão, plataformas que centralizam administração, custódia e banking precisam entregar automação real de compliance e monitoramento de ativos. Se a tecnologia escalar junto com o volume, consolida-se a tese de infraestrutura integrada. Se o ganho ficar restrito a eficiência administrativa, o risco de concentração de operações sem ganho proporcional de governança aumenta.
https://www.letsmoney.com.br/noticias/kanastra-compra-tercon-fidc-lideranca/
O que a Tercon agrega
A Tercon opera há 20 anos no mercado de FIDCs e tem presença em 18 estados brasileiros, com foco em fundos multicedentes-multisacados. Manuel Netto, cofundador da Kanastra, disse que a gestora complementa a vertical de gestão do grupo. “Temos uma estrutura de serviços e tecnologia para fundos e securitização. Já tínhamos gestão, administração, emissão de securitização e banking as a service”, afirmou.
Lucas Campos, sócio e diretor de receita, disse que a operação da Tercon será mantida: estrutura de time, política comercial e relação com prestadores de serviços seguem como estão. O diferencial, segundo ele, será a camada de tecnologia inserida na operação. Luiz Fernando Vasconcelos, sócio-fundador da Tercon, confirmou que a transação é a evolução de uma parceria construída ao longo dos anos.
O contexto do mercado de FIDCs
O mercado de FIDCs cresceu 122% em 2025 e vem mantendo ritmo de expansão de 30% ao ano, segundo a própria Kanastra. A Resolução CVM 175 trouxe governança mais clara para gestores e a obrigatoriedade do registro de ativos, junto com a novidade da duplicata escritural, amplia o universo de oportunidades.
A Kanastra captou R$ 170 milhões em rodada série B em outubro de 2025, liderada por F-Prime (braço de venture capital da Fidelity) e IFC (ligado ao Banco Mundial). Meses antes, em fevereiro, já havia recebido investimentos de Citi e Itaú. A empresa, fundada em janeiro de 2022, praticamente dobra de tamanho a cada ano e espera manter esse ritmo.
O que observar
A consolidação de infraestrutura para FIDCs acontece num momento em que o setor atrai capital em velocidade inédita. Em entrevista ao podcast Let’s Money, especialistas do setor alertaram que a alta liquidez obriga gestoras a girar carteira mesmo quando não há ativos bons disponíveis. A tese de que tecnologia resolve o backoffice é válida, mas vale acompanhar se plataformas integradas verticalmente conseguem manter controles de risco proporcionais ao ritmo de crescimento.
A pergunta que fica é operacional: com centenas de FIDCs sob gestão, plataformas que centralizam administração, custódia e banking precisam entregar automação real de compliance e monitoramento de ativos. Se a tecnologia escalar junto com o volume, consolida-se a tese de infraestrutura integrada. Se o ganho ficar restrito a eficiência administrativa, o risco de concentração de operações sem ganho proporcional de governança aumenta.
https://www.letsmoney.com.br/noticias/kanastra-compra-tercon-fidc-lideranca/




