
SÃO PAULO, 3/30/26 - O estoque das operações de crédito do SFN alcançou R$7,1 trilhões em fevereiro, assinalando crescimento mensal de 0,4%(+0,6% no crédito às famílias, estabilidade no crédito às empresas, com saldos respectivos de R$4,5 trilhões e R$2,7 trilhões), divulgou nesta segunda-feira (30) o Banco Central (BC). Em doze meses, o crédito apresentou menor ritmo de crescimento, com acréscimo de 9,6% ante 10,1% até janeiro deste ano. Na mesma base de comparação, variações de 7,1% ante 8,3%, no crédito às pessoas jurídicas, e de 11,2% ante 11,3%, no crédito às pessoas físicas.
O crédito com recursos livres cresceu 0,1% no mês e 7,7% em doze meses, totalizando R$4,1 trilhões. No crédito livre às empresas, o estoque de R$1,6 trilhão, diminuiu 0,3% no mês e avançou 0,9% em doze meses. Foram determinantes as reduções em desconto de duplicatas e outros recebíveis (-2,2%), antecipação de faturas de cartão de crédito (-1,5%) e de financiamento às exportações (-0,8%). No crédito às famílias, saldo de R$2,5 trilhões, com incrementos de 0,3% no mês e de 12,6% em dozes meses. No crédito às pessoas físicas, avanço disseminado entre as principais modalidades, com destaque para crédito consignado privado (+5,9%), aquisição de veículos (+1,3%), crédito pessoal não consignado (+1,2%) e crédito consignado para beneficiários do INSS (+1,5%). No cartão de crédito à vista, redução de 2,9%, influenciada pela ocorrência de três dias úteis a menos no mês em relação ao mês anterior.
O estoque de crédito direcionado alcançou R$3,1 trilhões em fevereiro, com incrementos de 0,8% no mês e de 12,2% em doze meses. O crédito direcionado às empresas alcançou R$1,1 trilhão, com altas de 0,6% no mês e de 17,7% em doze meses. Na mesma ordem, o crédito direcionado às famílias aumentou 0,9% e 9,5%, atingindo R$2,0 trilhões, com destaque para a expansão da carteira de financiamento imobiliário com taxas reguladas (+0,8%).
As concessões nominais somaram R$602,3 bilhões em fevereiro. Com ajuste sazonal, as novas contratações recuaram 0,5% no mês, com diminuição de 1,9% nas operações com pessoas jurídicas e aumento de 0,3% nas operações com pessoas físicas. No acumulado em doze meses até fevereiro de 2026, as concessões nominais cresceram 8,2%, sendo 8,1% no crédito às empresas e 8,3% no crédito às famílias.
A taxa média de juros das concessões avançou 0,3 p.p. no mês e 2,6 p.p. em doze meses, situando-se em 33,0% a.a. O spread bancário alcançou 22,1 p.p., com acréscimo mensal de 0,5 p.p. e de 2,8 p.p. em doze meses.
No crédito com recursos livres, a taxa média de juros alcançou 48,6% a.a. em fevereiro, com altas de 0,8 p.p. no mês e de 4,7 p.p. em doze meses. Nas operações com as empresas, a taxa média de juros alcançou 24,9% a.a., com redução de 0,1 p.p. no mês e aumento de 1,1 p.p. em doze meses, tendo sido predominante o efeito da variação das taxas médias (efeito taxa), em relação à alteração da composição das carteiras (efeito saldo). Foi determinante para esse resultado, a redução da taxa média de juros do capital de giro com prazo inferior a 365 dias (-3,1%).
No crédito livre às famílias, taxa média de juros de 62,0% a.a., com avanços de 1,0 p.p. no mês e de 5,4 p.p. em doze meses, com predominância do efeito da variação das carteiras (efeito saldo) em relação ao das taxas (efeito taxa). Destacou-se a elevação da taxa média das operações de cartão de crédito rotativo (+11,4 p.p.).
O Indicador de Custo do Crédito (ICC), que mede o custo médio de todo o crédito do SFN, atingiu 24,2% a.a. em fevereiro, com elevações de 0,3 p.p. no mês e de 1,9 p.p. em 12 meses.
A inadimplência da carteira de crédito total do SFN aumentou 0,2 p.p. no mês, alcançando 4,3%, com avanços de 0,2 p.p. na inadimplência de pessoas jurídicas e de pessoas físicas, situadas em 2,6% e 5,2%, respectivamente.
No crédito com recursos livres, a inadimplência aumentou 0,2 p.p no mês, alcançando 5,5%, com aumentos equivalentes nas carteiras de pessoas jurídicas e de pessoas físicas.
O endividamento das famílias situou-se em 49,7% em janeiro, permanecendo estável no mês e aumentando 1,1 p.p. em doze meses. O comprometimento de renda subiu 0,1 p.p. no mês e 1,6 p.p em doze meses, alcançando 29,3%.
(Redação - Agência Enfoque)
https://www.enfoque.com.br/noticias/30-03-2026/bc-operacoes-de-credito-do-sfn-soma-r71-tri-em-fevereiro?k=164328664
O crédito com recursos livres cresceu 0,1% no mês e 7,7% em doze meses, totalizando R$4,1 trilhões. No crédito livre às empresas, o estoque de R$1,6 trilhão, diminuiu 0,3% no mês e avançou 0,9% em doze meses. Foram determinantes as reduções em desconto de duplicatas e outros recebíveis (-2,2%), antecipação de faturas de cartão de crédito (-1,5%) e de financiamento às exportações (-0,8%). No crédito às famílias, saldo de R$2,5 trilhões, com incrementos de 0,3% no mês e de 12,6% em dozes meses. No crédito às pessoas físicas, avanço disseminado entre as principais modalidades, com destaque para crédito consignado privado (+5,9%), aquisição de veículos (+1,3%), crédito pessoal não consignado (+1,2%) e crédito consignado para beneficiários do INSS (+1,5%). No cartão de crédito à vista, redução de 2,9%, influenciada pela ocorrência de três dias úteis a menos no mês em relação ao mês anterior.
O estoque de crédito direcionado alcançou R$3,1 trilhões em fevereiro, com incrementos de 0,8% no mês e de 12,2% em doze meses. O crédito direcionado às empresas alcançou R$1,1 trilhão, com altas de 0,6% no mês e de 17,7% em doze meses. Na mesma ordem, o crédito direcionado às famílias aumentou 0,9% e 9,5%, atingindo R$2,0 trilhões, com destaque para a expansão da carteira de financiamento imobiliário com taxas reguladas (+0,8%).
As concessões nominais somaram R$602,3 bilhões em fevereiro. Com ajuste sazonal, as novas contratações recuaram 0,5% no mês, com diminuição de 1,9% nas operações com pessoas jurídicas e aumento de 0,3% nas operações com pessoas físicas. No acumulado em doze meses até fevereiro de 2026, as concessões nominais cresceram 8,2%, sendo 8,1% no crédito às empresas e 8,3% no crédito às famílias.
A taxa média de juros das concessões avançou 0,3 p.p. no mês e 2,6 p.p. em doze meses, situando-se em 33,0% a.a. O spread bancário alcançou 22,1 p.p., com acréscimo mensal de 0,5 p.p. e de 2,8 p.p. em doze meses.
No crédito com recursos livres, a taxa média de juros alcançou 48,6% a.a. em fevereiro, com altas de 0,8 p.p. no mês e de 4,7 p.p. em doze meses. Nas operações com as empresas, a taxa média de juros alcançou 24,9% a.a., com redução de 0,1 p.p. no mês e aumento de 1,1 p.p. em doze meses, tendo sido predominante o efeito da variação das taxas médias (efeito taxa), em relação à alteração da composição das carteiras (efeito saldo). Foi determinante para esse resultado, a redução da taxa média de juros do capital de giro com prazo inferior a 365 dias (-3,1%).
No crédito livre às famílias, taxa média de juros de 62,0% a.a., com avanços de 1,0 p.p. no mês e de 5,4 p.p. em doze meses, com predominância do efeito da variação das carteiras (efeito saldo) em relação ao das taxas (efeito taxa). Destacou-se a elevação da taxa média das operações de cartão de crédito rotativo (+11,4 p.p.).
O Indicador de Custo do Crédito (ICC), que mede o custo médio de todo o crédito do SFN, atingiu 24,2% a.a. em fevereiro, com elevações de 0,3 p.p. no mês e de 1,9 p.p. em 12 meses.
A inadimplência da carteira de crédito total do SFN aumentou 0,2 p.p. no mês, alcançando 4,3%, com avanços de 0,2 p.p. na inadimplência de pessoas jurídicas e de pessoas físicas, situadas em 2,6% e 5,2%, respectivamente.
No crédito com recursos livres, a inadimplência aumentou 0,2 p.p no mês, alcançando 5,5%, com aumentos equivalentes nas carteiras de pessoas jurídicas e de pessoas físicas.
O endividamento das famílias situou-se em 49,7% em janeiro, permanecendo estável no mês e aumentando 1,1 p.p. em doze meses. O comprometimento de renda subiu 0,1 p.p. no mês e 1,6 p.p em doze meses, alcançando 29,3%.
(Redação - Agência Enfoque)
https://www.enfoque.com.br/noticias/30-03-2026/bc-operacoes-de-credito-do-sfn-soma-r71-tri-em-fevereiro?k=164328664




