
São 26 anos de estrada, R$ 50 bilhões de créditos cedidos para empresas e mais de R$ 4 bilhões de patrimônio líquido. Os números são expressivos, mas contam só uma parte da história da Multiplike. A casa nasceu securitizadora, em Santa Catarina, e foi agregando verticais de negócios e ampliando sua área de atuação. A mais recente foi a autorização deste ano, concedida pelo Banco Central (BC), para atuar como Sociedade de Crédito, Financiamento e Investimento (financeira). Tornou-se referência em FIDC multicedente/multisacado, um segmento relevante para crédito das companhias, mas que exige “monitoramento contínuo e critérios bem definidos na análise de crédito”, conforme explica Volnei Eyng, CEO da Multiplike. Na entrevista ao Além do Capital, Eyng conta um pouco da história da casa e dos planos de crescimento de 20% ao ano nos próximos anos. “A gente vê como uma gaveta, que entrou recentemente, a SCFI como a área de maior potencial de crescimento. Tem muito a ser explorado, e muito para integrar na sinergia dentro do conglomerado financeiro.” Acompanhe:
Quando, como a Multiplike foi fundada e qual era a visão original da casa?
A Multiplike foi fundada em 1999 a partir da criação de uma securitizadora. Iniciamos jovens, com pouco conhecimento, mas muita curiosidade para aprender e disciplina ao longo do tempo em fazer as coisas certas para colher coisas certas. Hoje, passadas duas décadas, seguimos acreditando nisso. A reputação de confiabilidade que construímos é, para nós, algo inegociável. É o que guia nossas decisões, o que molda nossa forma de trabalhar e o que sustenta nosso relacionamento com o mercado. E fruto disso é que, em 26 anos, nunca tivemos um trimestre ou um ano de prejuízo. Desde o início, tínhamos um foco muito bem-estabelecido: gerar crédito que impulsione o crescimento das empresas fora da rigidez bancária tradicional.
Quais os principais marcos da história da Multiplike em ganhos de recursos ou criação de novos fundos etc.?
Demos o primeiro passo com a securitizadora, ampliando a oferta de crédito e abrindo caminho para novos projetos. Depois avançamos com a criação de um FIDC aberto, que trouxe mais capital e robustez à operação. Seguimos posteriormente com a abertura do FIDC fechado, um movimento que consolidou ainda mais a nossa estrutura. E criamos também a gestora de recursos, conquistando maior autonomia e agilidade para seguir crescendo. E agora, em 2025, com a aprovação da SCFI (Sociedade de Crédito, Financiamento e Investimento), avançaremos com novas gavetas de negócios para termos ainda mais competitividade, agilidade e eficiência.
A Multiplike inclui securitizadora, FIDCs, gestora de recursos e instituição financeira. Como as diferentes áreas se conversam – sinergias – e qual a principal hoje e por quê?
A Multiplike opera com uma estrutura integrada que inclui securitizadora, FIDCs, gestora de recursos e instituição financeira. Essa integração permite que as áreas compartilhem inteligência de crédito, originação e gestão de risco, criando soluções completas para empresas e investidores. A principal sinergia, hoje, está entre os FIDCs e a securitizadora. Elas são o núcleo da estruturação e captação de operações, garantindo escala, flexibilidade e eficiência na alocação de recursos. Mas, agora, com a chegada da SCFI no conglomerado financeiro, em 2026 iremos encontrar as sinergias incluindo essa estrutura também.
Quais são as vantagens competitivas de ter essa estrutura integrada?
A estrutura integrada oferece vantagens como agilidade na tomada de decisão, redução de intermediários, customização das operações, maior controle de risco e redução do custo de funding. Além disso, permite otimizar o uso de capital próprio e de terceiros, criando soluções sob medida para empresas de grande porte e oferecendo aos investidores produtos com governança e segurança.
Quando você olha para os próximos 5 anos, quais áreas têm maior potencial de crescimento e por quê?
A gente vê como uma gaveta, que entrou recentemente, a SCFI como a área de maior potencial de crescimento. Porque é uma estrutura que a gente não explorou ainda e tem muito a ser explorado, e muito para integrar na sinergia dentro do conglomerado financeiro.
A casa é conhecida por atuar em FIDC Multicedente/Multisacado. Por que esta escolha? Muito se fala que o risco neste tipo de FIDC é maior. Você concorda?
Faz sentido. Boa parte da indústria de FIDCs multicedente/multisacado atua com empresas pequenas que não têm acesso ao crédito bancário, mercado que a Multiplike também atuou durante 15 anos, mas com o crescimento da casa, passamos a focar em outro ramo. Optamos por esse modelo porque ele dilui risco entre diversos cedentes e sacados, evitando concentração em poucos nomes. O risco não é necessariamente maior, mas exige monitoramento contínuo e critérios bem definidos na análise de crédito. Somos referência nesse segmento e aprendemos a fazer muito bem feito, fruto de muito trabalho e persistência em evoluir nossa operação sempre. Oferecemos soluções como capital de giro, antecipação de recebíveis e alongamento de passivos. A tendência atual notamos que está no capital de giro, pois as empresas buscam liquidez de caixa e reorganização financeira para enfrentar juros elevados e volatilidade econômica.
Quais setores econômicos e o perfil das empresas atendidas pela Multiplike? Isto tem mudado ao longo do tempo? E qual a vantagem do nicho em que atua?
Nossa carteira segue de perto o PIB. Vemos o crédito cedido para Indústria da Transformação, 70%, e Agronegócio e Construção Civil com 15% cada. Atendemos empresas grandes com faturamento anual mínimo de R$ 36 milhões, que já possuem certa estrutura e maturidade financeiras. Esse nicho garante menor inadimplência, maior previsibilidade e viabiliza operações maiores e mais complexas. Historicamente, nossa base era concentrada no Sul, pois é onde iniciamos nossas atividades. Nos últimos 10 anos, acompanhamos o PIB do país. Nossas operações têm a mesma distribuição do PIB federativo por estado.
Quais são as metas de crescimento da Multiplike para os próximos anos?
Nossa meta é crescer de forma sustentável, com um aumento esperado de 20% ao ano nos próximos 3 a 5 anos. Seguiremos com nossa abordagem conservadora, especialmente diante de um cenário macroeconômico desafiador, marcado por eventos como eleições e Copa do Mundo, que tendem a trazer volatilidade. Nosso foco será manter a qualidade do crédito e a solidez das operações, garantindo que cada passo seja seguro e alinhado à estratégia de longo prazo.
O FIDC, há pelo menos um ano, é o ‘produto do momento’, principalmente em cenário de crédito caro e escasso. Qual o limite para crescimento desta indústria?
Sabemos que o ambiente de juros elevados não é favorável para ninguém, porque trava a economia, objetivo da política monetária restritiva. Mas a expectativa é de um 2026 mais ameno, com uma política monetária em trajetória de queda, por isso analisamos que será mais benéfico para os negócios e o mercado de crédito. Estamos diante de uma mudança estrutural, as empresas passaram a enxergar o mercado de capitais como uma alternativa estratégica para ampliar e diversificar suas fontes de crédito. Em muitos casos, o crédito bancário disponível é subsidiado pelo governo, uma fonte limitada e sujeita a esgotamento. Esse entendimento tem levado cada vez mais empresas a buscar o mercado de capitais, reduzindo a dependência dos grandes bancos. Esse movimento é especialmente evidente na indústria, no agronegócio e na construção civil.
https://capitalaberto.com.br/alem-do-capital/volnei-eyng-ceo-da-multiplike-fala-no-alem-do-capital/
Quando, como a Multiplike foi fundada e qual era a visão original da casa?
A Multiplike foi fundada em 1999 a partir da criação de uma securitizadora. Iniciamos jovens, com pouco conhecimento, mas muita curiosidade para aprender e disciplina ao longo do tempo em fazer as coisas certas para colher coisas certas. Hoje, passadas duas décadas, seguimos acreditando nisso. A reputação de confiabilidade que construímos é, para nós, algo inegociável. É o que guia nossas decisões, o que molda nossa forma de trabalhar e o que sustenta nosso relacionamento com o mercado. E fruto disso é que, em 26 anos, nunca tivemos um trimestre ou um ano de prejuízo. Desde o início, tínhamos um foco muito bem-estabelecido: gerar crédito que impulsione o crescimento das empresas fora da rigidez bancária tradicional.
Quais os principais marcos da história da Multiplike em ganhos de recursos ou criação de novos fundos etc.?
Demos o primeiro passo com a securitizadora, ampliando a oferta de crédito e abrindo caminho para novos projetos. Depois avançamos com a criação de um FIDC aberto, que trouxe mais capital e robustez à operação. Seguimos posteriormente com a abertura do FIDC fechado, um movimento que consolidou ainda mais a nossa estrutura. E criamos também a gestora de recursos, conquistando maior autonomia e agilidade para seguir crescendo. E agora, em 2025, com a aprovação da SCFI (Sociedade de Crédito, Financiamento e Investimento), avançaremos com novas gavetas de negócios para termos ainda mais competitividade, agilidade e eficiência.
A Multiplike inclui securitizadora, FIDCs, gestora de recursos e instituição financeira. Como as diferentes áreas se conversam – sinergias – e qual a principal hoje e por quê?
A Multiplike opera com uma estrutura integrada que inclui securitizadora, FIDCs, gestora de recursos e instituição financeira. Essa integração permite que as áreas compartilhem inteligência de crédito, originação e gestão de risco, criando soluções completas para empresas e investidores. A principal sinergia, hoje, está entre os FIDCs e a securitizadora. Elas são o núcleo da estruturação e captação de operações, garantindo escala, flexibilidade e eficiência na alocação de recursos. Mas, agora, com a chegada da SCFI no conglomerado financeiro, em 2026 iremos encontrar as sinergias incluindo essa estrutura também.
Quais são as vantagens competitivas de ter essa estrutura integrada?
A estrutura integrada oferece vantagens como agilidade na tomada de decisão, redução de intermediários, customização das operações, maior controle de risco e redução do custo de funding. Além disso, permite otimizar o uso de capital próprio e de terceiros, criando soluções sob medida para empresas de grande porte e oferecendo aos investidores produtos com governança e segurança.
Quando você olha para os próximos 5 anos, quais áreas têm maior potencial de crescimento e por quê?
A gente vê como uma gaveta, que entrou recentemente, a SCFI como a área de maior potencial de crescimento. Porque é uma estrutura que a gente não explorou ainda e tem muito a ser explorado, e muito para integrar na sinergia dentro do conglomerado financeiro.
A casa é conhecida por atuar em FIDC Multicedente/Multisacado. Por que esta escolha? Muito se fala que o risco neste tipo de FIDC é maior. Você concorda?
Faz sentido. Boa parte da indústria de FIDCs multicedente/multisacado atua com empresas pequenas que não têm acesso ao crédito bancário, mercado que a Multiplike também atuou durante 15 anos, mas com o crescimento da casa, passamos a focar em outro ramo. Optamos por esse modelo porque ele dilui risco entre diversos cedentes e sacados, evitando concentração em poucos nomes. O risco não é necessariamente maior, mas exige monitoramento contínuo e critérios bem definidos na análise de crédito. Somos referência nesse segmento e aprendemos a fazer muito bem feito, fruto de muito trabalho e persistência em evoluir nossa operação sempre. Oferecemos soluções como capital de giro, antecipação de recebíveis e alongamento de passivos. A tendência atual notamos que está no capital de giro, pois as empresas buscam liquidez de caixa e reorganização financeira para enfrentar juros elevados e volatilidade econômica.
Quais setores econômicos e o perfil das empresas atendidas pela Multiplike? Isto tem mudado ao longo do tempo? E qual a vantagem do nicho em que atua?
Nossa carteira segue de perto o PIB. Vemos o crédito cedido para Indústria da Transformação, 70%, e Agronegócio e Construção Civil com 15% cada. Atendemos empresas grandes com faturamento anual mínimo de R$ 36 milhões, que já possuem certa estrutura e maturidade financeiras. Esse nicho garante menor inadimplência, maior previsibilidade e viabiliza operações maiores e mais complexas. Historicamente, nossa base era concentrada no Sul, pois é onde iniciamos nossas atividades. Nos últimos 10 anos, acompanhamos o PIB do país. Nossas operações têm a mesma distribuição do PIB federativo por estado.
Quais são as metas de crescimento da Multiplike para os próximos anos?
Nossa meta é crescer de forma sustentável, com um aumento esperado de 20% ao ano nos próximos 3 a 5 anos. Seguiremos com nossa abordagem conservadora, especialmente diante de um cenário macroeconômico desafiador, marcado por eventos como eleições e Copa do Mundo, que tendem a trazer volatilidade. Nosso foco será manter a qualidade do crédito e a solidez das operações, garantindo que cada passo seja seguro e alinhado à estratégia de longo prazo.
O FIDC, há pelo menos um ano, é o ‘produto do momento’, principalmente em cenário de crédito caro e escasso. Qual o limite para crescimento desta indústria?
Sabemos que o ambiente de juros elevados não é favorável para ninguém, porque trava a economia, objetivo da política monetária restritiva. Mas a expectativa é de um 2026 mais ameno, com uma política monetária em trajetória de queda, por isso analisamos que será mais benéfico para os negócios e o mercado de crédito. Estamos diante de uma mudança estrutural, as empresas passaram a enxergar o mercado de capitais como uma alternativa estratégica para ampliar e diversificar suas fontes de crédito. Em muitos casos, o crédito bancário disponível é subsidiado pelo governo, uma fonte limitada e sujeita a esgotamento. Esse entendimento tem levado cada vez mais empresas a buscar o mercado de capitais, reduzindo a dependência dos grandes bancos. Esse movimento é especialmente evidente na indústria, no agronegócio e na construção civil.
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