Domingo, 18 de Agosto de 2019

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Mentor da ESC, Sinfac-SP acolhe nova modalidade

06/06/2019 - Fomento

Em Assembleia Geral Extraordinária bastante concorrida, realizada na última terça-feira (04/06) em sua sede, o Sindicato que já representava o fomento comercial paulista (factorings e securitizadoras de crédito) oficializou sua decisão, sem nenhum voto contrário, de passar também a representar as recém-criadas Empresas Simples de Crédito, ente que chegou ao mercado para formalizar a realização de empréstimos entre pequenas empresas.

Dentre os votantes estiveram três das primeiras pessoas jurídicas do gênero já estabelecidas – L.B. Filho ESC, VCB Benko ESC e Go Credit ESC. Os representantes de ambas frisaram a importância de agora contar com o respaldo de uma entidade sindical com reconhecida vivência e bons serviços prestados aos seus associados.

Para o presidente do SINFAC-SP, Hamilton de Brito Junior (Credere Consultoria e Fomento Mercantil), o advento da ESC já foi por si só uma grande vitória, ao concluir uma luta de seis anos do Sindicato, em conjunto com o então ministro Guilherme Afif Domingos, com o objetivo de ampliar o acesso ao crédito para os negócios menores, quase sempre ignorados pelas instituições financeiras tradicionais.

“Após esta assembleia, obtivemos mais uma conquista importante, coroando de êxito toda a nossa empreitada em defesa das Empresas Simples de Crédito, modalidade agora integrante de nossa base associativa, por entendermos ser totalmente aderente às que já faziam parte de nossa base”, afirmou o líder setorial logo após a realização da AGE.

Segundo ele, toda essa sinergia indica a tendência de um grande número de factorings abrir uma empresa do gênero para complementar seu leque de produtos, já que a ESC elimina restrições da área como a proibição de fazer empréstimos e aceitar bens em garantia.

Além disso, Hamilton entende que a nova modalidade já nasceu com bastante segurança jurídica, porque ela tem uma lei própria, algo até hoje perseguido pelas factorings, mais de três décadas após o início dessa atividade no país.

“E mais importante, elas chegam sem sofrer preconceitos e jurisprudências contrárias no Judiciário, o que faz delas uma excelente alternativa para, ao mesmo tempo, aumentar o portfólio de nossas empresas e a base associativa do nosso Sindicato”, analisa.

Com toda essa combinação de fatores positivos, ele acredita que haja pelo menos 1.000 ESCs no Brasil até o final do próximo ano – hoje já são 25 – e esse ritmo deve se expandir à medida que as poucas dúvidas que ainda possam existir sobre esse novo tipo de empresa naturalmente se resolvam.

“Eu mesmo pretendo constituir uma, pois não existe nada a perder, se o empreendedor tiver sempre em sua mente que o espírito da lei foi a criação de empresas pequenas para atender outras de porte semelhante, bem diferentes das grandes corporações”, ponderou Hamilton.

Uma vez integradas ao SINFAC-SP, as ESCs de todo o estado de São Paulo passam a contar com a estrutura de uma entidade com 28 anos de vida, sede própria, realização de mais de 40 eventos anuais, entre cursos, palestras, simpósios e encontros regionais, informativos eletrônicos bissemanais e revista impressa trimestral, além de assessorias jurídica e contábil.

No caso específico das Empresas Simples de Crédito, há ainda como benefício um convênio firmado entre o Sindicato e uma software house envolvendo um sistema de gestão desenvolvido sob medida para as ESCs, e que está sendo comercializado pela metade do preço para os associados à entidade.

Adesão

A exemplo do que tem ocorrido nos cursos e palestras realizados até aqui pelo Sindicato sobre as Empresas Simples de Crédito, a fim de orientar o mercado a respeito, a Assembleia Geral Extraordinária foi palco de manifestações sobre a intenção de empresários do fomento comercial interessados em aderir ao novo sistema.

Foi o caso, por exemplo, de Demetrius Alberto Duailibi (ao lado, à esq.), da Globalcred Informações e Fomento Comercial, empresa há 15 anos no setor, hoje responsável por uma factoring e um FIDC.

“É um projeto para 2020 termos também uma ESC”, disse o empresário. “Trata-se de mais um produto que poderemos oferecer; temos uma experiência boa na área de crédito e um dos nossos objetivos atuais é justamente absorver pequenas carteiras para dobrar nosso tamanho”.

O papel da ESC neste cenário seria ajudar na fidelização do mercado com um produto diferenciado, “capaz de prender o cliente, porque vai se fazer um empréstimo de prazo mais dilatado. Aí você vai descontando duplicata, fazendo o produto da ESC, acho isso sensacional”, complementou.

Para José Carlos de Godoy (acima, à dir.), sócio da J.L.M. Fomento Mercantil e Comercial, não foi à toa que o SINFAC-SP lutou tanto tempo para a concretização dessa ideia, “pois realmente ela deve trazer outra opção de negócio para a gente”, reconhece.

“Estamos empenhados em abrir uma ESC de porte menor e depois, conforme forem surgindo os negócios, ir aumentando o volume e o capital dela, de acordo com que o mercado necessitar e a legislação permitir”, concluiu.

Fonte: Reperkut

https://www.sinfacsp.com.br/noticia/mentor-da-esc-sinfac-sp-acolhe-nova-modalidade

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