Segunda, 24 de Setembro de 2018

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Condições do crédito para empresas nos próximos meses devem melhorar

08/03/2018 - Economia

Segundo a pesquisa Agenda 2018, realizada pela Deloitte auditoria e consultoria empresarial, com a participação de 750 empresas que somam R$ 1,7 trilhão em receitas e representam 26% do Produto Interno Bruto (PIB), sinaliza confiança dos empresários com a expectativa de retomada da economia, juros baixos e oportunidades relacionadas ao negócio da empresa. O estudo aponta que as empresas pretendem aumentar em média 15,8% os investimentos em 2018 na comparação com 2017 (quando a previsão de aumento de investimentos era de 11,8%).

Na avaliação de diretor de Estudos e Pesquisas Econômicas da Associação Nacional de Executivos de Finanças (Anefac), Miguel de Oliveira, conforme publicado em fevereiro no blog de notícias, Arena do Pavini, os sinais mais positivos da economia — com inflação e juros (Selic) baixos, crescimento econômico estimado entre 2,50% e 3% para este ano, recuperação nos índices de emprego e menores riscos de inadimplência — tendem a tornar os bancos menos restritivos e seletivos no crédito. Assim, diferentemente do que fizeram nestes últimos três anos, eles passariam a buscar mais intensamente clientes para emprestar.

Para ele, a recuperação dos níveis de emprego e renda vai possibilitar às empresas venderem mais, o que demandará mais crédito, tanto das pessoas físicas para consumo como das pessoas jurídicas para produção. “Neste ambiente de melhora do quadro econômico, cai o risco da inadimplência, que é outro fator que estimula os bancos a emprestarem”.

Dora Cudischevitch, Gestora de Crédito da empresa Previa Fomento Mercantil, em entrevista concedida ao Portal Pme News, também está confiante e sinaliza que o cenário na área de crédito para esse ano será positivo.

A gestora acredita que esse ano deve ser de recuperação lenta e gradual. “Ficamos no aguardo do desenrolar das demais reformas como da previdência e tributária para vislumbrar um futuro com uma recuperação mais robusta, sustentável e duradoura”.

Dora aponta o tempo de fundação, empresas com algum tipo de negativação e o valor de faturamento, como as principais dificuldades encontradas pelas empresas, com destaque as de pequeno porte, em conseguir uma liberação de crédito.

Para ela a dificuldade do acesso ao crédito também se deve a falha da administração financeira de boa parte das empresas.

“Dentre os equívocos mais frequentes que observamos na administração financeira de PME estão: a formação de custos, a formação de preço de venda, descasamento entre prazo de compras e prazos de vendas, o cálculo da necessidade de capital de giro, a confusão provocada pela mistura de despesas pessoais e familiares com o caixa da empresa e, finalmente, o erro mais frequente, que é a tomada de recursos de curto prazo para investimentos de longo prazo”.

Website: http://www.pmenews.com.br

https://exame.abril.com.br/negocios/dino/condicoes-do-credito-para-empresas-nos-proximos-meses-devem-melhorar/

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