Sábado, 20 de Outubro de 2018

Artigos

A Securitização e seu papel na economia

A atividade de securitização tem nos últimos anos, ocupado papel preponderante na economia nacional impulsionando o mercado, principalmente nos ramos imobiliário, empresarial e do agronegócio.

A construção civil, principal gerador de empregos, tem crescido a níveis elevados, de um lado resultante dos incentivos, por parte do governo, com a isenção ou redução dos impostos sobre os produtos e matérias primas nela aplicados e de outro, movido pelo financiamento facilitado, seja com recursos oriundos da poupança, ou do fundo de garantia por tempo de serviço, seja pela securitização dos ativos por ela gerados.

Notícias circulam, dando conta que em cinco anos, se mantida a atual demanda por imóveis, estarão esgotados os recursos da poupança e do FGTS, não restando alternativa, senão buscar no mercado, outras formas para fundear estes investimentos.

No agronegócio, a securitização já vem há muito tempo sendo utilizada de maneira acentuada, para financiar a ampliação, o cultivo e o armazenamento de produtos agrícolas, ou, a criação e o manejo pecuário.

No meio empresarial, muitas companhias, principalmente as indústrias e o setor terciário tem utilizado a securitização de ativos, como instrumento para viabilizarem a antecipação de seus recebíveis a custos competitivos, sem a necessidade de recorrerem a empréstimos ou financiamentos, o que fatalmente traria um endividando para suas empresas.

Operado de forma simples e direta por companhias especializadas no segmento, mesmo não sendo uma empresa do ramo financeiro, a securitização tem se mostrado uma excelente ferramenta de apoio ao pequeno e médio empresário, que no dia a dia de sua operação, necessita de forma rápida, ágil e desburocratizada, de recursos financeiros para o desenvolvimento de sua atividade.

A securitizadora, não é uma empresa prestadora de serviços, não concede empréstimos ou financiamentos, não efetua cobrança ou administra a carteira de terceiros, muito pelo contrário, a securitizadora adquire os ativos empresariais gerados, a custos competitivos, sem tarifas ou taxas adicionais, por um valor negociado a cada operação, sendo os recursos imediatamente liberados aos originadores (empresas clientes que originam os recebíveis).

Diferentemente de outras atividades, a securitização tem sua essência, na aquisição de ativos empresariais, viabilizados pela captação de recursos junto a investidores qualificados, mediante emissão de valores mobiliários, os quais são securitizados através um termo, vinculados e garantidos pelos ativos por ela adquiridos.

Securitização é portanto, um instrumento utilizado pelas empresas para transformar sua carteira de recebíveis em disponibilidade financeira de caixa, em substituição a outros tipos de financiamento tradicionais encontrados no mercado.


Tarcisio Zonta
Tarcisio Zonta
Bacharel em Ciências Contábeis - FURB - Blumenau/SC
Pós-graduado e Especialista em Contabilidade e Custos - FURB - Blumenau/SC
MBA em Marketing - IBES - Blumenau/SC
Administrador de empresas há mais de 30 anos
Consultor na área de contabilidade, sucessão familiar, securitização de créditos, fomento mercantil e gestão de empresas.

Compartilhe: