Quarta, 20 de Junho de 2018

Ação Social

Da marcenaria à música, o caminho da inclusão

As mãos que seguram com delicadeza serras, lixas e plainas vão produzindo, aos poucos, pequenas obras de arte que se espalham pelas paredes e por toda a APAE de São Leopoldo. No prédio de dois andares, que ocupa uma área construída de 1.236 metros quadrados, são atendidas 217 pessoas com deficiência. Elas são um retrato permanente da criatividade e, principalmente, do quanto é possível fazer quando se tem persistência. É esta mesma força de vontade, só que de parte dos técnicos, funcionários e pais, que faz com que as dificuldades venham sendo vencidas. A tal ponto que agora, quando completa 47 anos, existam apenas histórias de superação e sucesso a serem contadas na APAE São Leopoldo.

O presidente, Ademir Elias da Lima, que está à frente da entidade desde janeiro, tem uma relação apaixonada com a instituição. Ele é voluntário e pai de uma jovem de 27 anos, atendida pela APAE. Lima acompanha, há tempo, cada progresso e os prazeres da filha, sua parceira nas lides da cozinha ou na leitura do jornal.

Socialização e aprendizado – A psicopedagoga e assistente social Soraina Rodrigues da Rocha, diretora administrativa, vibra ao mostrar cada sala da instituição e da Escola Especial Alegria de Viver. E garante: não há canto onde não haja amor e celebração à vida, conquistada pelas mãos de muitos. A marcenaria, por exemplo, assegura auto-sustentabilidade, porque é conhecida e muito solicitada pela comunidade. Assim, super-heróis das histórias em quadrinhos aparecem saltitantes na madeira trabalhada, que também pode construir portas, biombos e cidades-mirins. Na cozinha industrial, aprende-se a fazer lanches, bolachas e a ter desenvoltura no mundo da alimentação.

Para os alunos, que vão do zero aos 40 anos, mais do que uma produção, trata-se de unir a socialização com o aprendizado de tarefas que os deixam mais independentes e com maior qualidade de vida. Hoje, a APAE se prepara para ampliar o projeto de musicoterapia. De concreto, há só um velho piano, ainda desafinado. Existe um projeto, ainda embrionário, construído a partir da dedicação do professor Elson, que coordena a fabricação de alguns instrumentos utilizados em apresentações. Mas o sonho é incrementar o projeto, com a compra de instrumentos que hoje apenas decoram as paredes da sala, pequenos quadros produzidos pelas mesmas mãos que acompanham os ritmos da música popular brasileira que ecoa pela sala. Tão logo entrem as doações através do Portal Social (conheça detalhes do projeto clicando aqui), o sonho começará a ser realizado.

Por Nelcira Nascimento
Redação Solidária

http://www.portalsocial.org.br/Noticias/Noticia.aspx?IDNoticia=103

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